O conceituado fotógrafo de vida selvagem Roie Galitz reacendeu a sua carreira ao redescobrir a sua paixão pela natureza. Agora, afirma que a Nikon Z 9 está a revolucionar a forma como fotografa animais selvagens.
“Para mim, a Nikon Z 9 é como uma câmara do futuro”, afirma Roie Galitz. Um dos mais importantes fotógrafos de vida selvagem do mundo, fotografa desde os desertos gélidos dos pólos até ao calor abrasador da savana africana, e em todos os lugares entre estes extremos. Um dos primeiros a testar a Nikon Z9 juntamente com a nova objetiva NIKKOR Z 400mm f/2.8 TC VR S, Roie, que é israelita, mas reside em Nova Iorque, levou o equipamento numa viagem ao Quénia para fotografar leões, chitas e elefantes.
@Roie Galitz
“Fotografar com calor extremo é muito mais difícil do que com frio extremo”, diz. “Quer dizer, há um limite para a quantidade de roupa que se pode tirar! Em frio extremo, tenho um equipamento incrível que me protege muito bem, e pode-se sempre adicionar mais uma camada ou saltar para nos mantermos quentes. O calor é outra história. Uma vez, estive dentro de um esconderijo onde a temperatura ultrapassava os 45°C. Definitivamente, prefiro o frio!”
Roie já teve duas saídas da fotografia, tendo primeiro abandonado a carreira. “Sempre quis ser fotógrafo e eventualmente tornei-me um, mas odiei! Fazia fotografia comercial. Fotografar produtos era super aborrecido, e sentia que só o fazia por dinheiro”, conta. “Assim, consegui um emprego no mercado financeiro, mas depois redescobri a minha paixão pela fotografia. Comecei a escrever sobre fotografia, depois a dar aulas, e descobri o que realmente queria fazer.”
A vida selvagem revelou-se o tema que reacendeu a paixão de Roie pela criação de imagens. Entre os seus primeiros sucessos, destacam-se as imagens premiadas de ursos polares em Svalbard, na Noruega, captadas após várias viagens ao arquipélago. As suas fotografias de vida selvagem foram publicadas pela National Geographic e pela BBC, e valeram-lhe mais de 70 prémios.
No processo de se reinventar como fotógrafo de vida selvagem, o espírito empreendedor de Roie tomou conta. “Deixei o meu emprego no mercado financeiro e, a partir daí, tudo cresceu. Fundei uma escola de fotografia que conta hoje com mais de 30 mil alunos formados”, conta sobre a abertura da Escola de Fotografia Galitz em Telavive, em 2007. “Em 2009, criei uma revista de fotografia, a Composition, e, de seguida, uma empresa de turismo fotográfico, a Phototeva Expeditions.”
E acrescenta: “Não conheço nenhum fotógrafo que seja apenas ‘fotógrafo’. Para ter sucesso, claro, é preciso criatividade e boas capacidades técnicas, mas também é preciso esse espírito empreendedor. É como em muitas coisas: ter talento não chega”.
@Roie Galitz
Roie passa agora o seu tempo a viajar pelo mundo, levando frequentemente grupos de fotógrafos interessados em expedições organizadas pela sua empresa de viagens. “Sou ambientalista, embaixador da Greenpeace e membro do conselho de uma ONG. Quando viajo com um grupo para Svalbard, Kamchatka ou Alasca, é como um embaixador da natureza, e aqueles que estão comigo também se tornam embaixadores da natureza”, diz. “E também trabalhamos enquanto lá estamos. Por exemplo, em Svalbard, limpamos as praias de plástico — plástico que vem do México! É turismo sustentável que apoia a população local e protege o ambiente.” Quando se trata da pegada de carbono e outros assuntos, como ambientalista, “Viajar é um dilema”, admite. “Mas se o resultado compensa o custo, isso é algo positivo.”
Numa viagem recente ao Quénia, Roie testou a Nikon Z9 e a objectiva NIKKOR Z 400mm f/2.8 TC VR S, incluindo com engenheiros da Nikon no Japão. “Quando levei a Nikon Z9 e o teleconversor 400mm para o Maasai Mara, mantive um contacto constante com os engenheiros da Nikon. Eles queriam que eu explorasse ao máximo os limites da câmara e da objectiva, por isso dei tudo de mim”, diz Roie. “Desafiaram-me a tentar captar reflexos e fantasmas, por isso dei o meu melhor. Sou um fotógrafo muito técnico, mas com esta objetiva, simplesmente não consegui captar nenhum reflexo ou fantasma, mesmo com o sol no canto do enquadramento. É incrível.”
@Roie Galitz
Sobre o assunto: “Estava a fotografar chitas a perseguir as suas presas a 100 km/h. Estava no meio da erva alta e precisava de focar o olho do animal. Não há problema. E isto usando uma lente de 400mm f/2.8 e um teleconversor, que transforma a lente numa de 560mm instantaneamente. Mas esta câmara é tão precisa, tão rápida.”
Uma das características da Nikon Z9 que Roie mais apreciou foi: “Não há blackout no visor durante o disparo. Não é preciso preocuparmo-nos com a focagem e dispara 20fps em RAW. Depois de usar a Nikon Z9, simplesmente não se consegue usar outra câmara. Não é evolução, é revolução. E esta objetiva — bem, na verdade são duas objetivas numa só, uma de 400mm e uma de 560mm — é incrível.”
Roie acredita que a utilização da Nikon Z9 vai mesmo alterar o conteúdo do seu trabalho. “Os animais nunca leem um guião, por isso é preciso estar preparado. Uma câmara como esta permite-me ser mais criativo porque há menos coisas técnicas com que me preocupar. Nem mesmo a bateria, uma vez que tirei 10.000 fotografias com uma única carga.”
@Roie Galitz
Para Roie, estar preparado significa compilar listas — muitas delas. “Tenho uma lista do meu equipamento fotográfico e uma lista das minhas fotografias, listas de outras coisas de que vou precisar para conseguir essas fotografias, o que preciso para as fotografias e o que preciso para os vídeos, e assim por diante, e tento visualizar e planear tudo com antecedência. Mas, como já disse, os animais não se importam com o guião.” Como exemplo da sua recente viagem ao Quénia, conta: “Eu sabia que precisava de um leão ao nascer do sol com contraluz, e queria algo em primeiro plano, e queria fotografar de um ângulo muito baixo. Por isso, aluguei um veículo sem portas para poder manter a câmara baixa. E quando estava a conduzir à frente do leão, estava à procura de um pequeno arbusto em primeiro plano, que estivesse desfocado. Então tinha isso, tinha o leão e tinha o fundo com o sol a nascer. Mas depois, mesmo na altura em que finalmente consegui a fotografia, o leão estava à frente do sol em vez de mim!” Nem a Nikon Z9 consegue resolver o problema.